Cuidar bem dos olhos começa por entender o que acontece durante um exame de vista.
Seja para descobrir o grau dos óculos, acompanhar uma doença crônica ou prevenir problemas que só aparecem tardiamente, uma consulta oftalmológica completa combina história clínica, testes objetivos e exames complementares que garantem um diagnóstico preciso e plano de tratamento adequado.
Aqui você encontrará um guia completo do exame de vista. O passo a passo do que costuma acontecer em uma consulta oftalmológica, quais exames são realizados, por que alguns pacientes precisam de dilatação e como se preparar para sair com segurança.
Primeira parte do guia completo do exame de vista: conversa e histórico (anamnese)
A consulta do exame de vista normalmente começa com perguntas sobre seu histórico de saúde: se você usa óculos ou lentes, cirurgias anteriores, uso de medicamentos, doenças como diabetes ou hipertensão, e sintomas atuais (visão embaçada, visão dupla, dor, sensibilidade à luz, secura, pigmentos, flashes etc.).
Essa conversa é extremamente importante e muitas decisões sobre quais exames fazer nascem daqui.
Testes básicos realizados na sala do exame de vista
Após a anamnese, o oftalmologista realiza alguns testes rápidos e indolores:
- Acuidade visual: é o teste de leitura de letras ou símbolos para medir o quanto você enxerga de longe e de perto.
- Refração (avaliação do grau): identifica se há miopia, hipermetropia, astigmatismo ou presbiopia e qual a correção ideal. Pode ser feita com equipamentos automatizados (refração computadorizada) e ajustada manualmente pelo médico.
- Avaliação da superfície ocular: inclui exame da conjuntiva e da córnea, que é importante em casos de olho seco, irritação ou uso intenso de telas.
Esses testes orientam se você precisa apenas de óculos/lentes ou se há necessidade de outros exames complementares.
Exames complementares que podem ser solicitados no exame de vista (e por quê)
O que chamamos de “exame de vista”? Na maioria das consultas, o exame de vista inclui a conversa sobre sintomas e histórico, a medição da acuidade visual (de longe e de perto), a refração para determinar o grau e a avaliação com lâmpada de fenda para inspecionar a superfície ocular.
Exames complementares são realizados somente quando o oftalmologista precisa de informações adicionais para confirmar um diagnóstico, acompanhar uma doença ou planejar uma cirurgia. Nem todo paciente faz esses testes; eles são indicados caso a caso.
O consultório do Dr. Márcio Perin oferece diversos exames complementares que aprofundam o exame de vista e ajudam a detectar doenças que nem sempre apresentam sintomas iniciais. Conhecer cada um deles ajuda a entender por que o médico pode pedir mais testes.
- Refração computadorizada: método rápido e objetivo para medir o grau que auxilia na prescrição de óculos ou lentes de contato.
- Tonometria: mede a pressão intraocular (PIO) e rastreia o glaucoma, que pode causar perda visual sem sintomas. Existem métodos sem contato (air-puff) e o padrão ouro (aplanação de Goldmann).
- Mapeamento de retina: avalia mácula, nervo óptico e vasos; indicado para detectar degeneração macular, retinopatia diabética, pequenas lesões e riscos de descolamento.
- Paquimetria corneana: mede a espessura da córnea, que é uma informação importante para interpretar corretamente a pressão intraocular e para indicar cirurgias refrativas.
- Topografia corneana: cria um mapa tridimensional da córnea, feito para diagnóstico de ceratocone, ajuste de lentes especiais e preparo para cirurgia refrativa.
- Teste de cores (daltonismo): avalia percepção cromática. É útil para profissões que exigem discriminação de cores e para diferenciar causas adquiridas de alteração de cor.
Cada exame tem um objetivo: confirmar suspeitas clínicas, permitir um planejamento cirúrgico seguro ou acompanhar condições crônicas. Nem todo paciente fará todos os testes. O médico indica conforme a necessidade individual.
Como se preparar para o exame de vista
- Leve seus óculos e lentes atuais, receitas antigas e anotações de sintomas.
- Informe uso de medicamentos e doenças sistêmicas (ex.: diabetes).
- Se for realizar exames complementares, siga orientações específicas (alguns exames pedem que não use lentes de contato nas horas anteriores).
- Planeje o tempo: uma avaliação completa pode durar entre 30 minutos e 1 hora (ou mais, se houver exames complementares).
Frequência recomendada
- Crianças: avaliação precoce e rotineira durante o desenvolvimento visual.
- Adultos sem queixas: exame anual ou bienal, dependendo da idade e fatores de risco.
- Pessoas com doenças crônicas (diabetes, hipertensão) ou histórico familiar de glaucoma: acompanhamento mais frequente conforme orientação médica. Estas recomendações aplicam-se às práticas da oftalmologia geral e são adotadas no consultório do Dr. Márcio Perin.
O que acontece depois da consulta
Com os resultados, o médico pode: prescrever óculos ou lentes, indicar tratamento para olho seco, iniciar acompanhamento para glaucoma, pedir acompanhamento com exames de imagem (por exemplo mapeamento de retina) ou discutir opções cirúrgicas, como tratamento de catarata.
Em muitos casos, o retorno é agendado para revisão ou para acompanhar tratamento prescrito.
Se você quer uma avaliação completa e tecnologia atualizada, agende uma consulta com o Dr. Márcio Perin. O consultório atende em Porto Alegre e utiliza esses exames para garantir diagnósticos precisos e cuidados personalizados.
Rua Antenor Lemos 57 – 6º Andar, Menino Deus – Porto Alegre
Porto Alegre/RS




